"Veja ilustre passageiro
O belo tipo faceiro
Que o senhor tem a seu lado
E, no entanto, acredite,
Quase morreu de bronquite,
Salvou-o o Rum Creosotado".
Ernesto de Souza (1864 - 1928 - Rio
de Janeiro - RJ), compositor, teatrólogo, farmacêutico e
instrumentista. Nascido no centro do Rio de Janeiro, na Rua Buenos
Aires, morou depois no Andaraí numa casa que tinha um galpão onde
apresentava teatro com artistas amadores do bairro, com
representações de revistas, comédias e operetas. Pai do músico
Gastão Penalva.
Fez fortuna como industrial farmacêutico principalmente devido ao
sucesso popular do seu Trinoz e Rum Creosotado, para o
qual fez conhecido reclame publicitário. Foi grande proprietário de
terras no Rio de Janeiro estendendo-se suas propriedades desde a
Rua Uruguai na Tijuca até o trecho que se tornou depois o bairro do
Grajaú.
Publicou reclames comerciais em forma de versos e também poemas na
revista "O Malho" depois reunidos no livro
"Galhardetes". Colaborou ainda com o jornal "A
Noite". Foi autor do primeiro hino da República que não chegou
a ser aproveitado. Foi homenageado ainda em vida com uma rua do
bairro do Andaraí recebendo o seu nome.
Ficou famosa a sua cançoneta "Quem inventou a mulata?", da peça junina São João na roça. Sua casa era frequentada por figuras como Artur Azevedo, Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Catulo da Paixão Cearense.








