Home Data de criação : 09/05/02 Última atualização : 09/07/20 22:44 / 37 Artigos publicados
 

Ernesto de Souza  escrito em quarta 17 junho 2009 23:18

"Veja ilustre passageiro

O belo tipo faceiro

Que o senhor tem a seu lado

E, no entanto, acredite,

Quase morreu de bronquite,

Salvou-o o Rum Creosotado".

 

 

Ernesto de Souza (1864 - 1928 - Rio de Janeiro - RJ), compositor, teatrólogo, farmacêutico e instrumentista. Nascido no centro do Rio de Janeiro, na Rua Buenos Aires, morou depois no Andaraí numa casa que tinha um galpão onde apresentava teatro com artistas amadores do bairro, com representações de revistas, comédias e operetas. Pai do músico Gastão Penalva.

Fez fortuna como industrial farmacêutico principalmente devido ao sucesso popular do seu Trinoz e Rum Creosotado, para o qual fez conhecido reclame publicitário. Foi grande proprietário de terras no Rio de Janeiro estendendo-se suas propriedades desde a Rua Uruguai na Tijuca até o trecho que se tornou depois o bairro do Grajaú.

Publicou reclames comerciais em forma de versos e também poemas na revista "O Malho" depois reunidos no livro "Galhardetes". Colaborou ainda com o jornal "A Noite". Foi autor do primeiro hino da República que não chegou a ser aproveitado. Foi homenageado ainda em vida com uma rua do bairro do Andaraí recebendo o seu nome.

Ficou famosa a sua cançoneta "Quem inventou a mulata?", da peça junina São João na roça. Sua casa era frequentada por figuras como Artur Azevedo, Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Catulo da Paixão Cearense.

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O Acre é nosso!  escrito em quarta 17 junho 2009 17:57

Lapa por volta de 1903 (Rio de janeiro)

 

Em janeiro de 1903, triunfa a revolução no Acre, chefiada pelo caudilho gaúcho Plácido de Castro, que assume o título de governador do novo Estado independente. A rebelião teve por objetivo separar o Acre da Bolívia. Em novembro é assinado o Tratado de Petrópolis, pelo qual o Acre é incorporado ao território brasileiro mediante uma indenização à Bolívia de 2 milhões de libras esterlinas.

Há um surto de febre amarela no Rio de Janeiro.

 

Sarah Bernhard

                                  Sarah Bernhard

 

Sarah Bernhard, em sua terceira visita ao Brasil, se apresenta no Teatro Polytheama em São Paulo.

Nasce no Rio de Janeiro o flautista e compositor Benedito Lacerda e em Ubá, Minas Gerais, o compositor Ary Barroso.

 

O povo canta os sucessos:

Os boêmios (tango) - Anacleto de Medeiros e Catulo da Paixão Cearense
Perdão, Emília (modinha) - José Henriques da Silva e Juca Pedaço
Quem inventou a mulata (cançoneta) - Ernesto de Souza
 

 

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"O Malho"  escrito em domingo 14 junho 2009 20:50

Rodrigues Alves, em 1902,  é eleito presidente da República, tendo recebido 592.039 votos. Seu programa de governo resume-se ao saneamento básico e à remodelação urbana do Rio de Janeiro.

"O Malho", revista humorística brasileira, foi criada por Crispim do Amaral. Suas publicações abrangem o período de 1902 a 1935.

No Rio de Janeiro é inaugurado o bondinho do Pão de Açúcar (27/10/1902). Neste mesmo ano e cidade  nascem Moreira da Silva, Clementina de Jesus, Carlos Cachaça, Alberto Ribeiro e Marçal.

Euclides da Cunha publica "Os Sertões". 

Na Itália,  Enrico Caruso grava seu primeiro disco.


Sucessos Nacionais:

A Conquista do Ar (Santos Dumont) (marcha) - Eduardo das Neves
Borboleta Gentil (valsa) - Autor desconhecido
Isto é Bom (lundu) - Xisto Bahia
Me Compra Ioiô (cançoneta) - Ernesto de Souza
O Arame (cançoneta) - Ernesto de Souza
O Fadário (Medrosa) (canção) - Anacleto de Medeiros e C. da P. Cearense


Músicas estrangeiras de sucesso no Brasil:

Amoureuse (Adolphe Berger)

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Eduardo das Neves  escrito em sábado 13 junho 2009 20:21

Eduardo Sebastião das Neves, palhaço, poeta, cantor, compositor e violonista, nasceu em 1874 no Rio de Janeiro e morreu na mesma cidade em 11 de novembro de 1919.

Foi pai do famoso cantor e compositor Cândido das Neves (Índio).

Aos 21 anos foi guarda-freios da Estrada de Ferro Central do Brasil. Demitido passou a ser soldado do Corpo de Bombeiros, de onde também foi expulso por freqüentar fardado rodas boêmias.

Em 1895 tornou-se palhaço e cantor, apresentando-se em circos e pavilhões. Nesta profissão percorreu vários estados brasileiros.

Foi dos primeiros artistas brasileiros a gravar pela Casa Edison, igualmente a Bahiano, Mário Pinheiro, Cadete e Nozinho era cantor contratado. Seu extenso repertório versava entre cançonetas, chulas, canções, lundus e modinhas.

Ficou conhecido também como Palhaço Negro, Diamante Negro, Dudu das Neves e Crioulo Dudu.

Foi Eduardo das Neves quem aproveitou a canção napolitana Vieni sul mare e fez a adaptação para glorificar a chegada do encouraçado Minas Gerais, que se juntaria à esquadra brasileira. Mais tarde, adulterada pelo povo, passou a celebrar tão somente o estado brasileiro e não mais ao navio:

 

"Louros triunfais

O século nos traz

Vamos saudar

O gigante do mar;

O Minas Gerais!

 

Viva a armada, viril, brasileira

Que hoje pode, orgulhosa, cantar,

É no mar, pelo sul, a primeira,

Pois ostenta o gigante do mar.

 

Já não teme os poderes navais,

É também poderosa e viril,

Basta a força do Minas Gerais

Pra defesa do nosso Brasil!"

 

Além de sua discografia, deixou também uma extensa obra poética.

 

 

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Casa Edison  escrito em sexta 12 junho 2009 22:45

 

 

Recenseamento realizado em São Paulo (1901) revela a existência de 108 indústrias: 38 nacionais... as outras estrangeiras.

Alberto Santos Dumont ganha o Prêmio Deutsche dela Meurthe, ao contornar a Torre Eiffel, pilotando seu balão n° 6.

No mundo... o Prêmio Nobel é realizado pela primeira vez e Marconi efetua a primeira transmissão transoceânica de telegrafia sem fio. A transmissão é realizada entre a Inglaterra e os Estados Unidos. 

 

 

CASA EDISON

 

Fundada por Frederico Figner em 1900, situada à Rua do Ouvidor nº 107, a Casa Edison  (nome-homenagem a Edison, o inventor do fonógrafo) foi um estabelecimento comercial destinado inicialmente à venda de equipamentos de som, máquinas de escrever, geladeiras etc. Após dois anos de funcionamento, tornou-se a primeira firma de gravação de discos no Brasil. No ano de sua fundação, Fred Figner escreveu para a companhia Gramophone de Londres, solicitando que a firma enviasse ao Brasil técnicos para gravar música brasileira. Com a vinda do técnico alemão Hagen, Figner instalou uma sala de gravação anexa à Casa Edison, na Rua do Ouvidor nº 105. Foram então gravados os primeiros discos brasileiros, em seguida enviados à Europa para serem prensados. O jornal "Correio da Manhã" de 5 de agosto de 1902 registrou: "A maior novidade da época chegou para a Casa Edison, Rua do Ouvidor 107. As chapas (records) para gramophones e zonophones, com modinhas nacionais cantadas pelo popularíssimo Baiano e pelo apreciado Cadete, com acompanhamento de violão, e as melhores "polkas", "schottisch", "maxixes" executados pela Banda do Corpo de Bombeiros do Rio, sob a regência do maestro Anacleto de Medeiros". Entre 1902 e 1927, período que corresponde à chamada fase mecânica de gravação, foram lançados cerca de 7 mil discos, dos quais mais da metade pela Casa Edison. Até 1903, a Casa Edison  produziu 3 mil gravações, conferindo ao Brasil o terceiro lugar no ranking mundial (estavam à frente os Estados Unidos e a Alemanha). Frederico Figner enriqueceu, tornando-se proprietário de tudo o que se produzia em música brasileira. Como próximo passo, montou a primeira loja de varejo do Brasil, com um sistema de distribuição em todo o país, com filiais, vendedores pracistas e produção de anúncios e catálogos.

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