Em 1915, a cidade de
São ainda temum aspecto provinciano. Próximo às ruas 15 de
novembro, São Bento e Direita, na parte central, jasmins, cravinas,
dálias, miosótis pendem sobre os muros de antigas casas térreas de
ruas tranqüilas: Tabatinguera, Santo Amaro, Santo Antonio. Um pouco
mais distante, nas avenidas Angélica, Higienópolis e Paulista, onde
o barulho de motor ou de buzina logo desperta a atenção de
despreocupados transeuntes, grande variedade de flores enfeita os
jardins de imponentes residências da elite cafeeira. O traçado
urbano de São Paulo começa a descer o espigão da avenida Paulista:
a City of São Paulo Improvements já urbaniza o Jardim América, um
bairro "elegante". Cruzando a cidade de leste a oeste, o rio Tietê
(onde se praticam natação e regatas) serve de escoradouro dos
esgotos de uma cidade que já conta 469.748 habitantes e um
crescente parque industrial.
Durante a gestão do
prefeito Barão de Duprat (1911/1914), e sob direção do urbanista
francês Bouvar, amplia-se a avenida São João, constrói-se o Viaduto
Santa Efigênia e urbaniza-se o vale do Anhangabaú, local alagadiço
e repleto de chácaras.
Nesse cenário, em
1913, a população brasileira era embalada pelas músicas
estrangeiras:
Caraboo
(Sam Marshall)
Suplication (Último Beijo) (W. C.
Peans)
E pelos sucessos
nacionais:
Bambino (tango) -
Ernesto Nazareth
Caboca di Caxangá (batuque) - Catulo da Paixão Cearense
Dengo dengo (polca) -Emília Duque Estrada Farias e Cardoso de
Menezes
Lágrimas e risos (valsa) - Eustórgio Wanderley e A. Tavares
Língua de preto (polca) - Honorino Lopes
Saudades de Iguape (valsa) - João Batista do Nascimento
Subindo ao céu (valsa) - Aristides Borges